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22 de nov de 2011

TEXTO INFORMATIVO


Florais de Bach para Animais  
Por Deolinda Eleutério, terapeuta floral *

Florais atuam no equilíbrio das emoções.

O sistema Florais de Bach™ foi criado em 1930 pelo médico inglês Edward Bach e é composto por 38 essências extraídas de flores silvestres que possuem propriedades curativas.

Os animais de companhia reagem emocionalmente às condições do ambiente, das pessoas, de outros animais. Distanciados de seu ambiente natural há milhares de anos, não raras vezes mostram sinais de desequilíbrio emocional.

É através da análise da Ficha de Dados que a terapeuta indicará uma fórmula com até 6 essências florais.

Recomendações para Uso
- Florais de Bach para Animais devem ser manipulados SEM NENHUM CONSERVANTE e que o frasco seja guardado na geladeira (para conservar).
- Para cães e/ou gatos, 10 gotas devem ser colocadas no pote de água, duas vezes ao dia, até o término do frasco.
- Caso o animal não tome água no pote, podem ser dadas 4 gotas diretamente na boca, 4 vezes ao dia.


Florais não têm contraindicações, não possuem componentes químicos e podem ser usados como terapia complementar a outros tratamentos.

Florais não substituem o tratamento médico veterinário.

Quando o frasco estiver terminando, as mudanças observadas no comportamento do animal devem ser relatadas à terapeuta por e-mail citando o número da Ficha de Atendimento.

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Deolinda Eleutério é Terapeuta Floral e Ativista pelos Direitos Animais
Formada pelo "Instituto Dr. Edward Bach" em "Florais em Animais", Registro n°21, realiza atendimentos desde 2001 e organiza o site GatoVerde desde 2004.






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PARA SOLICITAR UM ATENDIMENTO,

preencha a Ficha de Dados que está em

http://www.gatoverde.com.br/florais-para-animais/ficha-de-dados/






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 . A CIRURGIA DE CASTRAÇÃO EVITA DOENÇAS E PREVINE TUMORES QUE ACOMETEM ANIMAIS NÃO-CASTRADOS. MUITOS COMPORTAMENTOS DE CÃES E GATOS INADEQUADOS À BOA CONVIVÊNCIA, CESSAM APÓS A CASTRAÇÃO.

. ADOTE; NÃO COMPRE!  
HÁ MILHARES DE CÃES E GATOS (RESGATADOS DE ABANDONO E MAUS TRATOS) A ESPERA DE UM LAR SEGURO E UM(A) TUTOR(A) RESPONSÁVEL E CARINHOSO(A).

. ADOTE O VEGANISMO... 
PORQUE NÃO É PRECISO EXPLORAR E MATAR ANIMAIS PARA VIVER BEM.

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11 de nov de 2011

BENEFÍCIOS DA CASTRAÇÃO


Artigos de especialistas em saúde e comportamento de cães e gatos

 

CASTRAR SIM... E QUANTO ANTES MELHOR!
 

Dra. Silvia Crusco e Claudia Pizzolatto*

     
Quem convive com cães sabe. De repente, lá pelos 8 meses de idade, o filhotinho brincalhão começa a ficar adulto. Ou seja, a ter atitudes como: ser possessivo, brigar com outros animais, marcar território com urina, montar em cães, pessoas da casa ou visitas sem a menor cerimônia, entre outras artes. Na fêmea, de repente, aparece o sangramento do cio e suas consequências, como sangue no tapete e a presença dos cães da vizinhança na porta de casa.


     O início da puberdade – que nada mais é do que o começo da produção dos hormônios sexuais – significa mudanças para sempre no organismo e no comportamento do cão, que podem ser o ponto de partida para problemas de relacionamento com o dono e o desenvolvimento de maus hábitos. 

     Por esse motivo, cada vez mais os comportamentalistas estão optando por recomendar a castração ... de preferência antes dos 8 meses de idade. 

     A ação dos hormônios sexuais dá início a comportamentos que podem continuar mesmo depois da castração, devido ao cão se acostumar a eles. 

     Do ponto de vista veterinário, a castração é o único meio de evitar a reprodução que previne, ao mesmo tempo, tumores no aparelho reprodutivo, muito comuns nos cães com idade madura e mais avançada. O problema resulta de um processo de multiplicação exagerada de células em órgãos do aparelho reprodutor, estimulado pelos hormônios sexuais. 

     Castrar a fêmea antes dos 6 meses também é recomendado. Nas cadelas que fazem a cirurgia depois entrar na puberdade, os casos de tumores na mama diminuem, mas não se tornam quase nulos, como acontece quando a castração é precoce.

     No Brasil, há veterinários castrando a partir dos 2 meses de idade, costume mais generalizado nos Estados Unidos. As técnicas cirúrgica e anestésica usadas em nosso país permitem realizar a castração precoce com grande segurança. É o caso da anestesia inalatória: o cão dorme sedado, inalando um gás anestésico por um tubo ou máscara. A cirurgia é feita rapidamente, com pequenas incisões - nos machos a operação dura apenas 20 minutos e 40 nas fêmeas, sem precisar de internação.

     Nos Estados Unidos, torna-se cada vez mais comum castrar filhotes com apenas 7 ou 8 semanas de vida, já que a recuperação da cirurgia é mais rápida. Elimina-se qualquer chance de gravidez precoce, e a tecnologia permite esse avanço. 

     Perde adeptos a opção pela castração com cerca de 1 ano de idade, para dar tempo de os hormônios sexuais agirem. 

     Não foram jamais provadas as teorias pelas quais essa estratégia estimularia a hipófise a produzir o hormônio do crescimento, a desenvolver a ossatura e o macho a ganhar massa muscular. 

     Pelo contrário, não é raro ver cães castrados mais desenvolvidos que seus irmãos de ninhada não-castrados.

    CORRIGINDO COMPORTAMENTOS


     A castração ajuda a corrigir comportamentos indesejados, é o que garante um estudo feito em cães machos pelo Veterinary Medical Teachiong Hospital, da Universidade da Califórnia em conjunto com o Small Animal Clinic, da Universidade de Michigan. 


     Bastou a cirurgia ser feita para, em grande parte dos casos, cessar o comportamento indesejado.

- Fugir – 94% dos casos foram resolvidos, 47% deles rapidamente.
- Montar – 67% dos casos foram resolvidos, 50% deles rapidamente.
- Demarcar território – 50% dos casos foram resolvidos, 20% deles rapidamente.
- Agredir outros machos – 63% dos casos foram resolvidos, 60% deles, rapidamente.
• Nos cães castrados, a agressividade por defesa territorial ou por medo não foram alteradas.
• Alguns cães ficaram mais calmos e mais carinhosos, mantendo maior proximidade física com os donos, e deixando de encarar qualquer movimento como provocação.

 CASTRAÇÃO PRECOCE 


COMPORTAMENTO E SAÚDE  --   APÓS 6 meses  - ANTES de 6 meses


Estabilidade de comportamento         --  Maior            -  Muito maior
Agressividade por disputa sexual      --  Menor           -  Muito menor
Brigas com outros cães                      --  Menos           -  Muito menos
Montar em outros cães ou pessoas   --  Menos           - Quase nulo
Demarcação de território com urina   -  Menos            - Quase nulo
Possessividade exagerada                 --  Menor            -  Muito menor
Tendência a engordar                         --   Alta                -  Mínima
Probabilidade de Tumor na Mama     --  Média             - Quase nula
Maturidade Emocional                        --  2 anos            -  2,5 anos
Fugas em busca de fêmeas                --  Menos            -  Nulas
Instinto territorial                                 --  Inalterado       -  Inalterado
Instinto de guarda                               --  Inalterado        -  Inalterado
Desenvolvimento físico                      --  Inalterado        -  Inalterado

(A comparação é feita tendo como base os cães não-castrados.)


IDÉIAS ERRADAS

     “Cão castrado é mais propenso a problemas de saúde.”

     FALSO: a probabilidade de pegar doenças não aumenta com a castração. Antes pelo contrário: a retirada de útero e dos ovários, ou testículos, acaba com a possibilidade de infecções e tumores nesses órgãos, e de complicações ligadas à gravidez e ao parto. Sem acasalamentos, as doenças sexualmente transmissíveis deixam de representar risco. Cai a incidência de tumores da mama.

     “Acasalar deixa o macho emocionalmente mais estável.”
      FALSO: dependendo das disputas, o acasalamento pode até causar instabilidade emocional.

     “A fêmea precisa ter crias para manter o equilíbrio emocional.”
      FALSO: não há relação entre os dois fatos. O equilíbrio emocional fica completo com a maturidade, que ocorre por volta dos 2 anos nos cães não castrados. Se uma cadela se mostrar mais calma e responsável depois da primeira ninhada, é porque amadureceu devido a ter avançado na idade e não porque se tornou mãe.

     “A falta de prática sexual causa sofrimento.”
      FALSO: o que leva o cão à iniciativa de acasalar e exclusivamente o instinto de procriar, e não o prazer nem a necessidade afetiva. O sofrimento pode atingir machos não castrados se vivem com fêmeas e não podem cruzar: ficam mais agitados, agressivos, não comem e perdem peso.
     “Castrar reduz a agressividade do cão de guarda.”

     FALSO: a agressividade necessária para a guarda é determinada pelos instintos territorial e de caça e pelo treinamento, sem ser alterada pela castração.

*Dra. Silvia Crusco, veterinária especializada em castração e Claudia Pizzolatto, treinadora especializada em comportamento canino. 
Artigo publicado na Revista Cães e Cia de janeiro de 2001

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CASTRAÇÃO: COMO ELA PODE PROPORCIONAR SAÚDE E BEM-ESTAR A CÃES E GATOS

Dra. Gisela Mechlin Wajsfeld, Médica Veterinária

     Sem dúvida falar em castração, à primeira vista, assusta... mas atualmente sabe-se que ela só traz vantagens para a saúde e bem estar de cães e gatos, machos e fêmeas.

     O animal sofre menos se for castrado, principalmente se a cirurgia for precoce (antes dos 6 meses de idade).

POR QUÊ?

     Há inúmeros trabalhos científicos veterinários que comprovam que machos e fêmeas, cães e gatos, castrados possuem uma maior expectativa de vida. Tal fato deve-se a vários motivos.

     A fêmea castrada antes do primeiro cio tem quase nula a chance de desenvolver tumores de mama quando tiver mais idade. O tumor de mama é o câncer mais comum, principalmente em cadelas idosas.

     Além disso, evita totalmente a possibilidade de tumores de ovário e útero, sem falar na piometra, infecção uterina que comumente afeta fêmeas em qualquer idade. Sabe-se que a castração realizada até o quarto cio, diminui as chances da cadela apresentar os tumores de mama ... por isso, quanto mais cedo melhor, porque o efeito da cirurgia, para este objetivo, diminui com a ação dos hormônios liberados nos cios.  


     Como se a prevenção de câncer não bastasse, temos também suprimidos todos aqueles sintomas de cio, como o sangramento, o inchaço da vulva, a gestação psicológica e a atração de machos pelas cachorras, além dos miados constantes, as tentativas de fuga e a inquietação típicos das gatas. É comum acontecerem acidentes a gatos e gatas que tem acesso à rua motivados pelo cio. 
     Para complementar ainda, a castração ajuda a prevenir o diabetes e não causa obesidade, que depende unicamente da alimentação e da atividade física do animal.
    
A castração na fêmea (OSH - ovário-salpingo-histerectomia) constitui-se na retirada dos 2 ovários e do útero, que é composto por 2 cornos uterinos e um colo, assumindo o formato de um Y. 
No macho são retirados os dois testículos (orquiectomia total), permanecendo a bolsa testicular. Em ambos os sexos a cirurgia, principalmente se realizada em animais jovens, é extremamente segura e não deixa o animal traumatizado.
     
No macho as vantagens também são inúmeras. 
 
     A castração previne totalmente a incidência de tumores testiculares e diminui consideravelmente o câncer de próstata, as hérnias perineais e a hipertrofia prostática, comum em machos idosos e frequente causa de infecções urinárias. Além disso torna o animal mais comportado, diminuindo as fugas e brigas, levando a uma menor incidência de infecções e atropelamentos. 

    O macho castrado não vai marcar tanto o território através da urina e não fica "montando", no caso dos cães, incessantemente na perna das pessoas e objetos da casa. O cão de guarda será ainda melhor, visto não se preocupar mais com cachorras no cio, concentrando sua atenção na casa e na família.
     No caso dos gatos, em especial, o fato de diminuírem as brigas e cruzamentos, incorre na prevenção da AIDS felina - que é transmitida pelo cruzamento e por mordidas e ainda não há vacina disponível. Observação: a AIDS felina é específica dos gatos e não é possível de ser transmitida ao homem de forma alguma, nem por mordidas, arranhões, lambidas ou contato com o sangue, urina, saliva e fezes.

    
     Por experiência própria e relatos dos proprietários, posso afirmar que os animais só mudam seus comportamentos para melhor depois da cirurgia. 

     O animal castrado não perde a sua personalidade, pelo contrário, sem estar mais sujeito às ações dos hormônios sexuais, torna-se mais calmo e sociável, podendo se dedicar mais às brincadeiras com os donos e outros animais. 

     O animal não tem mais sua circulação restringida durante o cio, ficando assim acessível o tempo todo, mais saudável, mais feliz e mais companheiro, por muito mais tempo. 

     Não há comprovação científica de que o animal tenha que cruzar para ser normal, para desenvolver sua personalidade (ou para prevenir doenças - que já vimos, é papel da castração).      
     Um animal que cruza agora não ficará satisfeito até o final de sua vida, tendo sua vontade renovada no próximo cio (ou motivada pelo cio das fêmeas da espécie – e machos sentem cheiro de fêmea no cio há quilômetros de distância!).

     Não há condições de cruzar a fêmea todo o cio ou o macho todo mês. Eles podem ficar mais calmos logo após o cruzamento, mas apenas temporariamente. Não há trabalhos comprovando que uma ou mais gestações venham a prevenir o câncer na fêmea... a castração sim. 
     Além disso, como podemos garantir que vamos conseguir arrumar bons lares para todos os filhotes gerados? Infelizmente, muitas pessoas não têm a responsabilidade de assumir um animal até o final de sua vida... 15 e até 20 anos.
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     Além de visar a saúde e o bem-estar do animal "particular", a castração é a solução para os animais "públicos", ou seja, aqueles que são abandonados pelos donos e ficam pelas ruas à mercê de suas próprias sortes... ou será "azares"?

     Gatos e cães são abandonados todos os dias... porque ficaram doentes, porque estão velhos, porque o dono não sabe lidar com eles ou simplesmente não os querem mais. Correm perigos, sentem fome, frio e medo, podem causar acidentes de trânsito. Em praças e parques públicos são abandonados ninhadas de filhotes recém-nascidos indesejados por seus donos.
     Os governos ainda promovem o sacrifício de cães e gatos como solução para o problema da superpopulação dessas espécies. Não promovem campanhas de castração e de educação para a guarda responsável; não fiscalizam o comércio ilegal - ações preconizadas pela OMS. Não existe habitat natural e nem lares suficientes para tantos cães e gatos. 

     Por todos os motivos citados e por respeito à vida de todos os cães e gatos, com ou sem lar, a castração é, acima de tudo, um ato de amor!

- *Dra. Gisela Mechlin Wajsfeld é Médica Veterinária - CRMV-SP 7250.

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Veja relação de veterinários e locais onde castrar gratuitamente acessando www.gatoVerde.com.br

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